Loading...
GleisiHoffmann

Gleisi Hoffmann cobra aliança formal do PSB e do PCdoB

Gleisi Hoffmann cobra aliança formal do PSB e do PCdoB

Ao final do giro pelo Nordeste, onde tratou
das alianças do PT para as eleições deste
ano, a presidente da legenda, senadora Gleisi
Hoffmann (PR), desembarcou em Salvador,
onde se reuniu com o governador da Bahia,
Rui Costa (PT), e o ex-ministro Jaques Wagner
(PT). Em entrevista ontem, ela cobrou
do PSB uma posição sobre o apoio do partido
à pré-candidatura do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva. O desejo do PT é “uma
coligação formal”, no entanto, o PSB está dividido
e cresce a chance de optar pela neutralidade
na campanha nacional, liberando
os diretórios estaduais.

Segundo Gleisi, a intenção do PT é fechar
alianças com o PCdoB e PSB, ainda no primeiro
turno do pleito deste ano. “A nossa
posição é de uma coligação formal. A nossa
resolução diz exatamente isso, que as alianças
a serem construídas de forma prioritária
com PSB e PCdoB são alianças formais. Nós
queremos que estejam junto na chapa com o
presidente Lula. [O desejo do PT] não é que
eles liberem os estados”, afirmou. 

No encontro com Rui Costa, pré-candidato
à reeleição com 60% das intenções de votos, e
Jaques Wagner, líder na corrida para o Senado,
Gleisi ainda anunciou que caberá aos dois
coordenar a campanha de Lula no Nordeste.
Ela passou ainda pela Paraíba e Pernambuco,
onde recebeu o apoio do PSB estadual para a
candidatura de Lula. A estratégia do governador
pernambucano, Paulo Câmara (PSB), que
disse apoiar o ex-presidente mesmo que o PT
tenha candidatura própria no estado, é colar
sua campanha à reeleição ao nome de Lula,
que lidera as pesquisas de intenção de votos
na sucessão presidencial. Em alguns estados
do Nordeste, o petista chega a ter 50% do eleitorado no primeiro turno das eleições.

Após a declaração de Paulo Câmara e uma
conversa com o governador da Paraíba, Ricardo
Coutinho (PSB), Gleisi se mostrou otimista
quanto ao acerto com o PSB, mas apesar
do desejo do PT por uma aliança formal,
cresce a tendência de a maior parte do PSB
do Norte e Nordeste apoiar informalmente a
pré-candidatura do ex-presidente, enquanto
os diretórios das regiões Sul e Sudeste devem
aderir ao pré-candidato do PDT, Ciro Gomes.
Como última e talvez única opção, a neutralidade
do PSB é apontada como saída para
conter o avanço de Ciro. 

O PT ainda enfrenta dificuldades para
costurar o apoio do PSB em Minas Gerais,
estado considerado fundamental pelo partido,
que pretende reeleger o governador
Fernando Pimentel. O obstáculo é a pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte,
Marcio Lacerda (PSB), ao governo
estadual. Na tentativa de conquistar o
apoio de Lacerda, foi oferecida a segunda
vaga para o Senado na chapa de Pimentel.
A primeira vaga já é da ex-presidente Dilma
Rousseff (PT), vista como fundamental
para impulsionar a campanha do governador
mineiro. Lacerda, no entanto, tem defendido
que, ou o PSB apoia Ciro Gomes,
ou fica neutro na disputa ao Planalto. Apesar
da divergência pontual com Ciro, Gleisi
não descartou uma aliança com o PDT no
segundo turno. “Isso não quer dizer que no
segundo turno nós não vamos conversar.
Temos que sentar com todos os partidos da
centro-esquerda, progressistas, que querem
a reconstrução do Brasil, para fazermos
uma frente única no segundo turno”, disse.

——–

‘PSB está
como biruta
de aeroporto’ 

O deputado Júlio Delgado, vice-líder do PSB na Câmara, lamentou,
ontem, a divisão interna de seu
partido, que manifestou apoio à
candidatura do ex-presidente Lula
em Pernambuco, e, ao mesmo tempo,
dá sinais de que pode firmar
aliança com o pré-candidato do
PDT, Ciro Gomes. 

Delgado acredita que será muito
difícil o PSB seguir unido neste pleito
e a tendência é que a sigla libere
os Estados e cada um siga o caminho
que lhe for mais conveniente,
priorizando as alianças regionais.
“Estamos como biruta de aeroporto
rodando, isso é muito ruim. Com
todo respeito a Paulo Câmara, sabemos
que Lula está inelegível. Ficar
nessa situação a menos de um mês
para a definição das alianças é o pior
dos cenários”, disse Delgado, em entrevista
à Rádio Eldorado. 

O vice-líder do PSB disse que
é muito difícil, após a declaração
de Paulo Câmara, que Estados do
Nordeste e o Amapá marchem junto
com Ciro Gomes. “Desde que
perdemos Eduardo Campos e que
Joaquim Barbosa (ex-ministro do
STF) desistiu de ser nosso candidato
à Presidência, ficamos desorientados”,
admitiu. 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *